quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Associação defensora dos animais de PV pede colaboração da população

Cidade 
 ADA-PV
Movido pela compaixão com os animais, um grupo de mulheres de Presidente Venceslau resolveu criar a ONG Associação dos Defensores dos Animais (ADA-PV).  As várias situações de abandono e maus tratos de muitos animais pela cidade pediam silenciosamente ajuda. E essa ajuda não chegaria de qualquer pessoa. É preciso sensibilidade para se comover com o cãozinho sarnento e faminto que vaga pelas ruas, pelo gatinho machucado e igualmente faminto. Essa sensibilidade não faltou para o grupo de meninas que um dia resolveram juntar forças, amor e vontade de fazer algo por criaturas tão especiais que Deus colocou no mundo.

Esse pequeno grupo formado por Maria Lazarini, Michele Bordão, Vanessa Marcondes, Neusa Lima, Daniela Coelho, Adriana Serratini, Lucimara Dias e, a princípio Sandra Silva, se reunia uma vez por semana buscando caminhos para a fundação da ONG.  Com muitas dificuldades, angústias e algumas mudanças, foi possível fazer seu registro em novembro de 2015. Assim nasceu a ONG ADAPV tendo como presidente: Daniela Coelho; vice-presidente: Vanessa Marcondes; tesoureira: Adriana Serratini; secretária: Michele Bordão e conselheiras fiscais: Maria Lazarini e Neusa Lima.

O trabalho foi árduo, porém gratificante. Nesse primeiro ano da ADAPV, Neusa conta que ainda não há estrutura nenhuma, apenas a vontade de ajudar os animais em dificuldades. “Não temos ainda uma ajuda financeira de qualquer órgão governamental e nos mantemos com pequenas doações e uma mensalidade que nós, membros da diretoria, doamos. Não temos ainda uma sede, não temos ainda um canil e um gatil. Nosso trabalho, no momento, tem sido atender alguns casos que chegam até nós e, na medida do possível, encaminhamos para tratamento veterinário e adoção”, diz.

Ela conta que os custos são altos, o tempo é corrido. Todos os membros citados trabalham e, nas horas vagas ou sempre que possível, se dedicam à averiguação de denúncias de maus tratos, resgate e encaminhamento ao veterinário, doação de ração, castração, etc. “Tudo isso é feito com muito amor e força de vontade, pois como já foi dito não temos apoio financeiro de ninguém. Cada membro faz o que pode, coloca seu carro à disposição, oferece lar provisório em alguns casos, leva o animal ao veterinário e assim por diante. Já socorremos inúmeros animais. Já averiguamos inúmeras denúncias. Já orientamos inúmeros donos de animais. Algumas vezes o resultado foi feliz, outras não”, acrescenta.

No presente momento, o grupo pleitea, junto à prefeitura, um terreno para a construção de uma sede onde seja possível abrigar os animais abandonados.“Estamos lutando incansavelmente. Alguns casos têm chegado até nós e não estamos dando conta de atender pelos vários motivos citados. Algumas pessoas não entendem ou desconhecem essa realidade e criticam nosso trabalho. Estamos tentando. Você que tem criticado, que desconhece como funciona a ADAPV venha nos ajudar. Estamos precisando de mais voluntários. O trabalho é grande e as despesas também”, finaliza.

O grupo pede que as pessoas conheçam o trabalho realizado e ajude como puder. Para tanto, o interessado deve entrar em contato com um dos membros da associação para ser orientado sobre informações de adoções, doações e como fazer para ajudar a entidade.

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