quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Acampados há três meses, fãs esperam show de Justin Bieber

Brasil
 NA ESPERA 
Parte do grupo que estava acampado na madrugada
desta quarta-feira
(Foto: Reprodução)
O acampamento continua. De lá, eles garantem não arredar o pé. Esse é o sacrifício que os fãs de Justin Bieber têm enfrentado desde novembro do ano passado: a primeira barraca foi montada em frente ao Sambódromo, no Centro, no dia 2 de novembro. Tudo, claro, para conferir de pertinho a passagem do cantor canadense de 22 anos pelo Rio de Janeiro, que fará uma apresentação na Praça da Apoteose no dia 29 de março. Até lá, os jovens dizem que o jeito é continuar se revezando (são cerca de 80 fãs que participam dos “plantões”, em dias diferentes definidos por eles) e esperar, já que eles ainda têm pela frente quase dois meses de “perrengue” até a data tão aguardada, quando poderão - preferencialmente o mais perto possível - ver o ídolo de perto.

Durante a madrugada desta quarta-feira, cerca de dez jovens, entre eles duas adolescentes, uma de 15 e outra de 17 anos, continuavam no local desde o início da empreitada. Eles se posicionaram atrás de grades, na calçada, onde espalharam cobertores, lençóis e colchonetes para passar a madrugada. Uns dormiam, enquanto outros batiam papo.

“Quando o grupo chegou aqui, para revezar com a gente, eu era a que tinha mais tempo disponível. Desde então, tenho frequentado bastante o acampamento. Para passar o tempo, gente joga , conversa, canta muito (as músicas do Bieber) e faz umas festinhas”,  contou a estudante do terceiro ano do ensino médio Aline Silva, de 18 anos.

Mas nem tudo foi festa. Nesse período de acampamento, que completa três meses nesta quinta-feira, eles já passaram por situações que os deixaram apreensivos. Isso sem contar, segundo os relatos, as pessoas que passam pelo local e fazem uma piada ou debocham do grupo.

“Muita gente sempre nos critica por estarmos aqui. Já atiraram ovos no pessoal pelo menos duas vezes. Uma delas foi um menino que estava em um ônibus e em outra (ocasião) foi um rapaz num carro que fez a mesma coisa. O ovo atingiu duas garotas do nosso grupo. Já atiraram também um (artefato popularmente conhecido como) "cabeção de nego", quando estávamos dormindo. Foi um susto. Mas tudo bem. Isso só dá mais vontade para continuar aqui”, disse Victorya Maia, estudante de 19 anos, que se orgulha de ser a primeira da fila.

Nem todos contam essas histórias para os responsáveis. Eles têm medo de não poder retornar ao acampamento. Alguns pais, aliás, não apoiam esse empenho de todo pelo cantor.

“Meu pai acha um absurdo. Por mais que a gente já esteja aqui há três meses, ele não coloca na cabeça e não aceita de forma alguma. Se fosse por ele, não estaria aqui. Mas minha mãe é a melhor pessoa. Amiga de todo mundo e ajuda muito a gente. Ela me apoia para caramba. O problema com o meu pai não resolve, eu estou aqui e ele fica lá” afirmou Aline.

Já mais experientes sobre o que levar para o local quando precisam pernoitar, o grupo se equipa com itens como água, biscoitos e refrigerantes. Banheiro eles utilizam o da casa de fãs que moram próximo ao sambódromo.
(Fonte: O Globo)

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