sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Médica é demitida após compartilhar diagnóstico de mulher de Lula

Brasil
 DADOS SIGILOSOS 
Médica do Sírio-Libanês é demitida por compartilhar
dados
(Foto: Reprodução)
Uma médica do Hospital Sírio-Libanês foi demitida por supostamente compartilhar dados sigilosos sobre o estado de saúde de Marisa Letícia Lula da Silva, ex-primeira dama, em um grupo de WhatsApp horas depois dela ser internada em São Paulo. As informações são do Bom Dia Brasil (veja no vídeo acima).
De acordo com reportagem do jornal "O Globo", a médica reumatologista Gabriela Munhoz, de 31 anos, enviou mensagens pelo aplicativo de mensagens em um grupo de colegas da faculdade de medicina da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul dizendo que Dona Marisa estava internada no hospital após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico e que ela seria levada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Em nota, a direção do Hospital Sírio-Libanês informou “ter uma política rígida relacionada à privacidade de pacientes” e diz que "repudia a quebra do sigilo por qualquer profissional de saúde".

Cremesp
O Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) instaurou nova sindicância para apurar a suposta divulgação de dados sigilosos do diagnóstico da ex-primeira-dama . "A sindicância tramita em sigilo processual e, também, investigará supostas ofensas à ex-primeira-dama que teriam sido praticadas por médicos paulistas em redes sociais", diz o conselho.
Segundo o Cremesp, de acordo com o Código de Ética Médica, é vedado ao médico “permitir o manuseio e o conhecimento dos prontuários por pessoas não obrigadas ao sigilo profissional quando sob sua responsabilidade”.
Também não é permitido “liberar cópias do prontuário sob sua guarda, salvo quando autorizado, por escrito, pelo paciente, para atender ordem judicial ou para a sua própria defesa”, esta última em situação de sindicância ou processo ético-profissional.

"No cenário de doentes 'notáveis', a informação para o público deve ocorrer por meio de boletim médico autorizado pelo paciente ou responsável", diz o Cremesp.
(Fonte: G1)

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