quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Durante sessão, relatora da CEI afirma: “o Ipreven está morto”

Cidade
 SITUAÇÃO CRÍTICA 
Na sessão da Câmara dos Vereadores desta segunda-feira (7), houve a explanação a respeito do relatório feito pelos auditores que compõem a Comissão Especial de Inquérito (CEI) do Instituto de Previdência Social de Presidente Venceslau (Ipreven). Na ocasião, o diretor do Instituto Brigadeiro, Fernando Roncada, falou sobre os resultados obtidos com as investigações, assim como os vereadores Tufy Nicolau Júnior – presidente da CEI – e Lucimara Dias – relatora.

Em sua fala na tribuna, Tufy Nicolau Júnior chegou a afirmar que a situação do Ipreven não tem solução. Na sequência, ele alegou que alguma medida tem que ser feita “urgentemente”, no sentido de reestruturar administrativamente o Instituto. “Também tem que se achar uma solução para encher os cofres do Ipreven de alguma forma. Algo em torno de 120 milhões para viver mais 20 ou 30 anos, porque senão não vai viver mais dois anos. Venceslau vai acabar”, explicou o vereador.

Ainda conforme o presidente da CEI, Venceslau não tem condições de efetuar o reparcelamento da dívida atual do instituto, que gira em torno de 15 milhões. “Pra se ter uma ideia, de acordo com o próprio relatório, a prefeitura não tem capacidade econômica, financeira e atuarial para fazer esse reparcelamento, que é inconstitucional. Fere tudo quanto é lei municipal, inclusive estadual e federal, ou seja, o próprio relatório já fala que a prefeitura não tem condições”, afirmou Tufy.

A relatora da CEI, Lucimara Dias, reforçou a situação crítica que as contas do instituto vivem. Durante sua fala na tribuna, ela chegou a afirmar que “o Ipreven está morto”. "A situação do Ipreven é triste. É difícil a solução, se é que será possível. Não pensaram no futuro dos funcionários e da nossa cidade, agora nós vamos ter que tomar os remédios amargos juntos”, disse. Lucimara afirmou ainda que convidou todos os prefeitos para irem até a Câmara dos Vereadores para darem satisfação a respeito do que cada um fez em sua administração. 

Quanto ao reparcelamento, a relatora se mostrou favorável. “Se não reparcelar, vai fazer o quê? Vai parar (de pagar)? O município já está arcando com a folha de pagamento desde o mês passado”, completou.

Por fim, Lucimara ressaltou que nenhum desvio de verba por parte dos prefeitos foi constatado pela CEI, que investigou o instituto desde sua fundação, em 1992.

Próximo passo
O próximo passo da Comissão Especial de Inquérito (CEI) é a entrega de um relatório final para apreciação em plenário da Câmara. A relatora Lucimara Dias (PV) tem até o dia 24 deste mês para entregar um relatório conclusivo à Casa de Leis para votação, sendo posteriormente decidido pelo parecer favorável ou não.
(Jornal Integração)

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